terça-feira, 6 de outubro de 2015

Cartas de Um Romance Adiado

Depois de muito, muito tempo sem ver um caro amigo e colega da faculdade, recebi um telefonema dele. Conversamos um pouco e marcamos um encontro de confraternização.  Por uma incrível sequencia de desencontros e coincidências infelizes, nunca conseguimos nos encontrar, marcando e remarcando o evento até que enfim, fomos ver e lá se vão quase dez anos desde o primeiro telefonema. Durante este tempo trocamos uma  série de e-mail onde falamos de diversos assuntos, filhos, frustrações, nossos casamentos desfeitos e muitas, muitas confidencias. Confessamos sinceramente - já não temos mais nada a ganhar ou a perder - a nossa incrível atração mútua, uma pulsão mais que empática, na verdade, quase erótica, sempre recalcada por força das circunstancias ou por temores ou covardias para partir contra o que já estava tão fortemente estabelecido. Sei que ambos não confiamos suficientemente em nós mesmos para virar a mesa mas afinal, e apesar de tudo, vivemos muito bem, ainda que separados, cada um com suas vidas.
Fiz uma coletânea de alguns e-mail que trocamos onde publico obviamente, apenas alguns que eu escrevi.
Quem nos conheceu naquele tempo, sabe quem somos.

........................................................................................2005............................................................

E então, como foi a estada em Porto Alegre? Sobreviveu a saudade e a vontade de me ver?
Mas não faltarão oportunidades, com ou sem a Sarah, apenas acho meio perigoso sem a patroa. Sacumé, um quebra-costela sempre pode evoluir para um amasso principalmente entre pessoas que se querem bem e - admitamos - sempre tiveram, no mínimo, uma certa curiosidade mútua.
Bom, era isso.
Um longo e justo abraço
.......................................................2006...........................................................................................

Sabe, tenho um amigo que se chama Paulo C. Eu e ele nos conhecemos ha pouco tempo mas somos quase almas gêmeas. Nos entendemos muito bem não obstante nem sempre concordarmos com as mesmas coisas. Temos muita afinidade e respeito mútuo e somos sempre completamente sinceros um com o outro. Eventualmente nos reunimos para conversar, ele, Helena sua esposa e eu num restaurante aqui perto que eu curto muito. Ele diz que nós já tínhamos chegado a uma idade em que se pode dizer muitas coisas de coração para uma pessoa do sexo oposto sem que com isso estejamos nos insinuando para ela. Pode-se chamar de querido, meu amor, estas bobagens que usávamos apenas para pessoas mais chegadas ou muito mais jovens. Nós estamos emancipados daquele medo de parecer indiscretos ou inconvenientes - claro que tudo dentro dos limites da cortesia e boa educação. Assim, não me constranjo em te dizer que me tocou muito fundo no coração o teu desejo de me ver e não me constranjo também em ter sido totalmente sincera contigo. Chegou em minha cabeça a possibilidade de pintar um clima se a Sarah não estivesse junto e amarelei. No tempo da faculdade éramos Luiz, Vera, tu e eu. Sempre quis o Luiz como o irmão que nunca tive mas por ti meus sentimentos não eram exatamente fraternais. Uma empatia com potencial para, como tu dizes, evoluir. Mas, havia o Marcus. Eu gostava muito dele, tanto que me casei.. Mas muitas e muitas vezes meus pensamentos eram pra ti. Aí, como tu mesmo dizes, apareceu a Mercedes e eu tirei aqueles pensamentos "subversivos" da cabeça. Eu sabia que ela sentia ciúmes de mim, e não lhe tirava a razão, ela é inteligente e intuitiva e sentiu que havia entre nós essa "propensão", essa promessa que não se cumpriu.
Há uns dois anos atrás reencontrei a Mercedes e ela me contou que vocês haviam se separado, senti sinceramente pois acreditava na relação de vocês. Passamos a nos encontrar com alguma frequência e eventualmente ainda nos trocamos e-mails.
É bom te-los novamente por perto, mesmo que separados.
Meu querido, mantenhamos contato,
Um beijinho
K
.................................................................................................2008................................................

Meu querido
Pra que tantos "me desculpa"?
Lembra o que te falei do meu amigo Paulo? Nada de lucubrações!!!
De mais a mais me parece muito lisonjeiro alguém tão caro querer saber de mim.
Algumas respostas:

- Tenho um casal de filhos. Pedro (que tem uma especial vocação para deixar meus cabelos com estes "adoráveis" tons de prata) e Betina,  com quem me dou muito bem. Meu neto é filho dela e seu nome é Rafael. É um menino muito doce e educado, ao contrario dos meus quando crianças que quase botaram - literalmente - fogo na casa.

- Quando me divorciei do Marcus em 90, não tive muito tempo para reorganizar o departamento de relacionamentos pois foi uma separação um tanto traumática, mas hoje nos damos muito bem a ponto de frequentarmos reuniões familiares juntos, eu, ele e Viviane, sua segunda esposa.

-Em 95 conheci um alemão (sempre eles!) de Kaiserslautern, Pfalz do norte da Alemanha, e em 97 começamos a viver juntos. Gunther é uma pessoa adorável, com ele fiz viagens inesquecíveis e vivemos muito intensamente a despeito dos nossos quase 20 anos de diferença de idade. Nos dávamos muito bem em todos os aspectos que importam num casamento.

-Desde 2006 estou avulsa. Meus relacionamentos anteriores me deixaram muito seletiva quanto a parcerias e a ordem atual é se poupar. Nunca imaginei conseguisse ser feliz sozinha, sempre achei que precisasse de alguém para viver. Os anos que tenho vivido só me ensinaram que é preciso rever expectativas e prioridades e então redirecionar objetivos. Sempre gostei de ser casada. Gostava de compartilhar as coisas boas ou difíceis com meus maridos. As coisas boas partilhadas são magnificadas e os momentos difíceis se tornam mais fáceis de gerenciar num casamento sereno. Mas após perder meu Gunther, infelizmente não encontrei parceria e acredito que a cada ano que passa mais remotas são as chances de encontrar alguém. Com o tempo vamos ficando mais endurecidos, menos permeáveis aos fluidos de Eros, tão poderosos na juventude. Passamos a ponderar mais os prós e os contras de uma relação e não raro, os contras pesam muuuuito mais. Não tenho mais paciência nem saúde para outro affair. Isso complica pois não curto sexo ocasional e então, tenho me abstido disto e estou me saindo surpreendentemente bem.

- Quando saí da sociedade com a Gleide, fui convidada a lecionar na ULBRA e lá fiquei por 6 anos e meio. Foram péssimos. Até ganhava bem, foi como pude comprar móveis e carro novos, mas o ambiente era insuportável, por obra da toda poderosa diretora da Vet da ULBRA. Ela agia como se o Curso e o Hospital Veterinário fossem propriedade dela. Bom, tanto é assim que foi sumariamente demitida depois que houve o "pití" com o reitor e a ULBRA quase faliu. Quando fui demitida da ULBRA, fui fazer meu pós-graduação na UFRGS onde fiquei por quatro anos e como prof. substituta na Parasitologia Clínica. Quando terminou meu contrato lá, como a UFRGS não abria concurso pra professor, montei um consultório onde trabalho até hoje. A vida na iniciativa privada é dura e sem os privilégios do funcionalismo publico mas me adapto melhor a ela. Gosto de gerir meus negócios sem me prender a planos e programas, coisa que a vida funcional não te permite mas dá além da segurança a certeza do dinheirinho certo no fim do mês!
- O Luiz e a Vera, uma vez por ano, religiosamente, aparecem em meu consultório no dia 22 de dezembro para me levar seu maravilhoso "Weihnachtsbrot" e outros quitutes natalinos tradicionais da cozinha alemã. Passamos a manhã conversando memories, lamentando a politica e matando a saudade. Amo esse dia e espero por ele com carinho e ansiedade! Ano passado comprei um excelente vinho italiano para presenteá-los pois, lamentavelmente, meus dotes culinários me impedem de retribuir da mesma forma artesanal as delicias que a Vera me dá. Rimos tanto, conversamos tanto e até mesmo nos emocionamos tanto que o vinho ficou esquecido sobre minha bancada de cirurgia! Tive que pagar um motoboy para levar a garrafa até eles! Maledetta!!!
- Quando me perguntas se perdi o maldito habito (que ambos tínhamos, lembra?) de morder as bochechas digo que passei muito tempo ainda fazendo mas depois descobri um santo remédio para isso: manter os dentes ocupados com COMIDA! Estou roliça, claro que para os meus padrões anteriores, mas me sinto redonda e tenho uma crise de deprê cada vez que tento entrar nas roupas de uma temporada de verão anterior. Estou pensando seriamente em voltar a morder bochechas, pode não ser muito saudável mas ao menos não engorda!!!

Querido, adorei te escrever.
Não desparece!!
Bjim
K
...............................................................2009....................................................................................

Caro
Recebo teus e-mail com especial carinho. Não sumi, apenas este pc caquético teve um piripaque e mandou pra PQP todos os meus arquivos deste ultimo ano, inclusive fichas de clientes. Meu notebook está no "estaleiro" há dias. Esta época é difícil para minhas finanças. Todos os anos eu juro que vou fazer um pé de meia pra não me enforcar em jan-fev, mas o pé nunca aparece. A única coisa que me abate o ânimo é falta de grana. Este mês levei um clavo entre cheques voltados e calotes mesmo. É para f...falir com a gente. Mas tudo tende a melhorar pois acho que em um ou dois meses estarei finalmente recebendo um $ que a ULBRA me deve por ter-me feito trabalhar durante 6 anos em um laboratório de anatomia em contato com animais mortos, formol etc.. e não me pagou insalubridade. A justiça tarda mas nem sempre falha!!
Não faz muito que cheguei em casa e hoje foi um dia bem difícil. Pela manhã quando saía para o consultório, meu carro simplesmente apagou no meio da Av. Padre Cacique, quando desci do carro, o pneu traseiro estava furado e quando fui ver, o estepe estava vazio. É claro que euzinha de saia e salto alto não iria trocar aquela merda nem empurrar pro meio fio. Botei o triangulo, acendi o pisca-alerta e fiquei esperando o guincho da seguradora. Neste meio tempo um taxi FDP atropelou o meu triangulo e ainda me gritou um monte de delicadezas... típico. No fim, parece que o problema era o alarme que entrou em curto e ativou o corta corrente. Já o pneu furado e o estepe vazio vieram de brinde.
Foi um dia bem cheio.
Vou tomar um banho merecido e necessário e vou ao berço esperando que amanhã o dia pegue mais leve.
Me escreve quando tiveres tempo e saco.
Um beijinho
K

....................................................................2010.............................................................................

Nossa! É mesmo, o Fernando tem o jeitão de olhar da Mercedes! Aposto que também tem aquela vocação de dar tiradas ultra engraçadas e até meio irônicas que só ela sabe dar! O Juninho e a noiva formam um lindíssimo casal. Parabéns a todos!!!

Eu sou de Porto Alegre mas a família, os Praetzel estão muitos em Santa Maria. Tenho tios, primos e muitos amigos por lá.
Como já te disse, não tenho clínica. Tenho um consultório e este ano, investi um caminhão de dinheiro em um aparelho de cálculo dental com ultrassom e tenho me dedicado a isso ultimamente. Eu gostava mesmo era do laboratório de Parasitologia lá da UFRGS, onde eu vinha desenvolvendo meu anteprojeto de tese de doutorado que foi aprovado e bem classificado na Capes mas não o suficiente para garantir uma bolsa e então foi finalmente engavetado o ano passado. Não posso dizer que esteja muito chateada com isso, pois já estou um tanto cética quanto a utilidade de um doutorado a esta altura do campeonato. Atualmente estou empregando todas as minhas energias em um único projeto de vida: garantir uma aposentadoria digna, uma vez que para uma aposentadoria confortável, já perdi o prazo. A vida é feita de escolhas, elas determinarão o tipo de vida que se terá e infelizmente fiz muitas escolhas equivocadas, a maioria em virtude de minha descomunal e enraizada teimosia. Sou resultado destas minhas escolhas. Tenho alguns bens de raiz que me permitem uma certa estabilidade financeira mas fico muito restringida quanto a realização de alguns sonhos desde sempre acalentados como o de em alguns anos parar e sair a viajar pelo país e pelo mundo.
Estas frustrações não me impedem de ser uma pessoa que leva a vida sem estresses e crê firmemente que dias melhores virão.
Me perguntas da minha risada explosiva que em volume e intensidade poderia concorrer com a do Careca, lembra? Bom, a risada, ela já não explode mais tão incontida como antes - não cai bem para uma senhora ficar dando gaitadas por aí - mas ainda brota fácil e farta quando a piada é boa ou a situação inusitada.
Dr. Joaquim Teixeira quando tinha uma piada nova fazia questão de vir me contar e quando eu rebentava em riso, ele dizia apontando pra mim:"Ò, é isso que eu adoro !!" Tempos bons, meu querido, tempos bons..
Bjim
Eu
..........................................................2010...............................................................................................


Continuando....
Sou de 20 de maio. Tu és de 02, né? Somos de 1953 e 55, respectivamente se entramos com 18 na faculdade em janeiro de 1974. Eu sou uma taurina com um pé em gêmeos, o que configura minha personalidade meio, digamos, dualista, he,he,he. Tu és 383 dias mais velho!! Me lembro que tu tinhas Maverick marrom, monocromático. Lindo! Eu tinha um fuca verde oliva que era um clone do fuca que o Faraco tinha. Uma vez entrei no carro do Faraco e só não dei a partida porque a chave de arranque não funcionou pois a chave da porta do meu carro abriu o carro dele com a maior sem-cerimônia!! Quando o carro não arrancou é que eu comecei a me dar conta de algumas diferenças por ali: livros, adesivos e pertences que não eram meus!!! Acho que já te contei isso! Luiz, Vera, eu e o Marcus saíamos muito juntos, antes e depois de casarmos. Tu e a Mercedes só eram da turma na faculdade, vocês não saiam conosco, nem foram no meu casamento e eu sei que os convidei. Que saudade dessa gente
Bjs
K
 
 
.................................................................................2011.................................................................
 
Pois é, meu amigo
Nós dois somos um caso sério - e perdido.
Eu acho que, sinceramente, não fossem as circunstancias sempre conjugadas a nosso desfavor, teríamos sido feitos um para o outro pois temos muitas coisas em comum além daquela forte e antiga "liga".
Vê bem como no nosso caso, a vida foi sempre feita de desencontros. Sempre que um esteve livre para voar o outro estava comprometido, mais ou menos seriamente, com alguém especial.
No inicio da faculdade, eu namorava o Marcus, e então achaste a Mercedes. Quando eu me divorciei do Marcus tu ainda estavas casado. Quando tu estavas te separando da Mercedes, eu estava com o Gunther e finalmente quando Gunther se foi, tu já estavas com a Sarah. É mais do que suficiente para entender que Alguém lá em cima não nos quer juntos!!
E Ele deve saber das coisas.
Aguardemos, talvez na nossa nuvem, lá em cima perto Dele, possamos entender porque não, afinal?
Bj
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Oi K
Entào agora assinas K, de Konrath, certamente. Bom. Nossos e-mails vão ficar meio confusos com tantos Ks mas quem liga pra isso, né? Em meu blog e na rede, assino Kk, que foi a forma como muita gente me chamou durante muito tempo (na verdade, nunca gostei muito do apelido, mas pegou....). Se tivéssemos ousado um pouco mais, há uns anos atras, quem sabe, hoje eu não estaria assinando KK de verdade, né? He,he,he. Ficaria bem estético, graficamente e auditivamente apreciável Karen Konrath - Wow! Parece nome artístico. Nossa ousadia poderia ter me rendido um belo nome ou à nós, uma inimizade futura caso tivéssemos cumprido nossos destinos e casado - e obviamente separado (ambos nos divorciamos, pois não?). Mas, para nós dois as coisas sempre foram e sempre serão QUASE. É até bem exciting. Diz um ditado que o amor ideal é aquele que não se realiza e eu acredito que sim. Nossa tendência é sempre sublimar aquilo que não foi e imaginar como poderia ter sido.
Era isso, querido, voltaremos a falar.
Bjs
K.
............2013...................................................................................................................................

Meu querido alemãozinho
Como dizes, quando se vê, as coisas aconteceram.... E o que a gente faz quando "vê" que já são seis horas? Levanta e vai atrás do tempo perdido. Quando vê que já é sexta? Corre para fazer o que não pôde fazer desde a segunda. Quando já é Natal e o ano está acabando? Providencia para que seja feito o mínimo possível e necessário para que o tempo passado em vão não se transforme em perda irreparável. Os 30 anos nunca deverão ser debitados como perda pois serviram para nos transformar no que somos hoje. No meu caso, me gosto muito mais hoje do que há 30 anos. Quanto a perder o grande amor da nossa vida. Bom, querido alemãozinho, o amor da nossa vida pode começar a se perder quando casamos com ele. O melhor amor é aquele não realizado, lembra? Aquele que a gente sublima na base do "como teria sido?" Queres conhecer alguém? Case-te com ele.
Acredita, não se perde, nunca, tempo. Ganha-se experiência - peso - sabedoria e chances de fazer, se se quiser, tudo de outra maneira, com chances de acertar. O passar do tempo não me deixa perplexa muito menos me exaspera. É a mais nova lição a aprender, é aprender a se reinventar e seguir em frente. Te quero muito bem. Bjs
K
 
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Oi querido 
Recebi esta semana um convite para uma boca-livre lá no Plaza San Raphael para uma festa-surpresa de aniversario de 60 anos de um amigo de infância que é médico e a esposa dele está organizando! Detesto ir a festas sozinha e então pensei que aí estava a oportunidade de nos darmos bem. Eles gente boa e com certeza vai ser muito bom. Imediatamente pensei em te convidar pois todos sabem que estou "viúva" recente (eles se davam bem com o Gunther) e temiam que eu não fosse mas já enviei confirmação de presença.
Porém, no meio deste e-mail fui confirmar a data pra te passar e vi que não vai dar pedal pois ao contrario do que pensei, não será na quarta-feira 26 de abril, mas sim em 26 de maio e este cai num sábado! Baita merda , nós temos um péssimo timming.... Quem sabe, né amigo, poderemos um dia, tomar uma champagne e algum caviar de graça mas lá na nossa nuvem, conforme já tinha te falado! He,he,he Mas não desistamos, ainda ficamos de acertar ao menos um almoço no meu restaurante aqui pertim de casa.
Beijocas, amigo
K
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    Parabéns!!
    Bem vindo ao universo dos avós, tu vais ver, é uma delicia. Meu neto está com 12 anos e é um amor de guri. Educadinho, estudioso, bem com a vida, enfim, tudo que meus filhos não foram!! HA,HA,HA,HA,HA!
    Um dia, se eu ainda viver para isso, faremos um repasto com direito a selfie e registro no Facebook - a Mercedes vai surtar e dizer: "Viu?!! Eu sabia!!!"
    HA,HA,HAHA,HA!!
    Espero que a Sarah não seja dessas bobagens, afinal, estamos velhos demais para estas coisas!!
    O beijo de sempre
    K

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