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quinta-feira, 5 de junho de 2008

De volta aos bancos escolares

foto de Kpraetzel

Hoje, meu ego foi gentilmente afagado. Ao ler um artigo de uma colega da universidade , vi, com deslumbramento, meu nome e trabalho serem citados em sua revisão bibliografica. Sentí uma satisfação, como que o coroamento de um sacrificio que à época do mesmo, da realização do trabalho, não sentira. Quando vi minha tese publicada, fiquei contente, é lógico, mas isso foi tudo. Hoje foi diferente. Pareceu-me que, finalmente, recebera a recompensa. Todo aquele esforço estava tendo, enfim, uma utilidade prática.

Em minha própria homenagem, fui até a estante de meu quarto, peguei um volume de minha obra e relí. Bonzinho. Interessante até, para os iniciados. De uma chatice sem fim para um leigo.

Duas partes da publicação, são especialmente eloquentes quanto a minha pessoa: a dedicatória e os agradecimentos. Gosto de relê-los e me remeter àquela época de retorno aos bancos escolares, estudar por satisfação e curiosidade e não por absoluta obrigação, como nos tempos da graduação. Foi uma deliciosa experiência, hoje elevada à potencia mil.

Em italico seguem a dedicatória e os agradecimentos:

Dedico este trabalho aos meus filhos, Pedro e Betina, motivo de tudo quanto eu fiz, faço e farei em nome de nós três e ao meu netinho Rafael que chegou para colorir e adocicar os últimos meses deste ano tão auspicioso.

***
Em nossas conversas no laboratório de Protozoologia da Faculdade de Veterinária da UFRGS , minhas colegas e eu brincávamos dizendo que só os agradecimentos ocupariam varias páginas nos volumes de nossas dissertações. Sábias palavras, pois se eu tivesse que fazer justiça a todos que participaram e/ou tornaram mais fáceis e agradáveis as tarefas de meu labor, teria que me estender em uma imensa lista de nomes. Assim, desculpo-me com aqueles que omití, mas sem dúvida, sou-lhes grata da mesma forma como o sou com as pessoas que aqui enumero.
Em primeiro lugar, agradeço ao meu amigo, colega, incentivador e, não por acaso meu orientador, Prof. Dr. Flávio Antônio Pacheco de Araújo, sem o qual jamais teria conseguido concretizar meu projeto.
Depois, aos meus colegas do laboratório, doutorandos, mestrandos e estagiários, que no decorrer do tempo de trabalho e convivência, se tornaram mais do que isso, se tornaram parte de meu patrimônio afetivo e que espero conservar para sempre.
Também aos senhores proprietários rurais da zona de abrangência do trabalho, que gentilmente cederam seus animais para a pesquisa, em especial ao Sr. Rubens Poersthke, presidente da Coopercapri que não poupou esforços para me auxiliar e introduzir junto aos capricultores da região. À bióloga Msc. Fátima Maria Tiecher e sua equipe, pelas orientações e cortesia ao disponibilizar-me o laboratório de Parasitologia do LACEN/RS, onde é diretora e responsável. À querida colega Profa. Dra. Silvia Maria Spalding que propiciou meu acesso ao LACEN, onde pude obter a tecnologia imprescindível à elaboração do meu trabalho. À minha velha e magnânima UFRGS, que me acolheu e cultivou, tanto agora como a trinta anos atrás, quando tive a felicidade de ingressar na Faculdade de Veterinária, cheia de sonhos e expectativas – na verdade, exatamente como hoje!
Finalmente, agradeço ao meu Günther por ter sempre acreditado, muito mais que eu própria,  de que eu seria capaz de realizar tal empreitada.

Minha "irmã" americana e minha paixão pelos EUA!

    Em 1971 eu implorei a meu pai que me deixasse participar do programa de intercâmbio cultural AFS, American Field Service, onde eu passa...