foto de Kpraetzel
Como situar os animais de companhia em nossas vidas sem dar chance aos exageros?
Desconfio de pessoas que os consideram mais que a seus semelhantes humanos e não dou as costas a quem não os suporta. São os dois extremos de uma situação muito comum nos dias de hoje. A convivência tão próxima e intensa dos animais conosco, os faz, realmente, roçar a humanidade. Acredito piamente quando muitos de meus clientes dizem que seus animais só faltam falar. Na verdade, eles falam, lá do jeito deles, mas dão seu recado e muitas vezes de uma forma muito mais eloqüente do que se pudessem verbalizar suas intenções.
Como situar os animais de companhia em nossas vidas sem dar chance aos exageros?Desconfio de pessoas que os consideram mais que a seus semelhantes humanos e não dou as costas a quem não os suporta. São os dois extremos de uma situação muito comum nos dias de hoje. A convivência tão próxima e intensa dos animais conosco, os faz, realmente, roçar a humanidade. Acredito piamente quando muitos de meus clientes dizem que seus animais só faltam falar. Na verdade, eles falam, lá do jeito deles, mas dão seu recado e muitas vezes de uma forma muito mais eloqüente do que se pudessem verbalizar suas intenções.
foto de Google imagens
Nossas vidas mudaram com os animais, mas eles também mudaram as suas conosco. Somos o exemplo acabado de um mutualismo extremamente bem sucedido. Com a proximidade dos humanos, os animais vivem uma crescente abundância de alimentos, melhorias na qualidade de vida e a agregação de novos habitos propiciou-lhes uma maior longevidade. O que inicialmente era uma relação de auxilio mútuo na obtenção da caça, evoluiu para o controle de pragas domésticas e predadores do rebanho pecuário, para a segurança do patrimônio, indo finalmente ao estabelecimento de um sólido vínculo entremeado de afetividade e interdependências.
A convivência com animais de companhia é muito prazeirosa por ser extremamente simples, incomplexa, na maioria das vezes sem grandes cobranças e por isso mesmo diferente da que desfrutamos com nossos semelhantes.
Acredito que grande satisfação que obtemos na relação com os pets, esta no fato de que, na totalidade das situações, quem está na gerência desta relação somos nós. Quando esta gerência foge de nossas mãos, costumam aparecer os problemas, mas que podem, ainda assim, ser resolvidos com muito mais facilidade que os decorrentes das relações entre humanos.
É um tema que não se esgota.

Nossas vidas mudaram com os animais, mas eles também mudaram as suas conosco. Somos o exemplo acabado de um mutualismo extremamente bem sucedido. Com a proximidade dos humanos, os animais vivem uma crescente abundância de alimentos, melhorias na qualidade de vida e a agregação de novos habitos propiciou-lhes uma maior longevidade. O que inicialmente era uma relação de auxilio mútuo na obtenção da caça, evoluiu para o controle de pragas domésticas e predadores do rebanho pecuário, para a segurança do patrimônio, indo finalmente ao estabelecimento de um sólido vínculo entremeado de afetividade e interdependências.
A convivência com animais de companhia é muito prazeirosa por ser extremamente simples, incomplexa, na maioria das vezes sem grandes cobranças e por isso mesmo diferente da que desfrutamos com nossos semelhantes.
Acredito que grande satisfação que obtemos na relação com os pets, esta no fato de que, na totalidade das situações, quem está na gerência desta relação somos nós. Quando esta gerência foge de nossas mãos, costumam aparecer os problemas, mas que podem, ainda assim, ser resolvidos com muito mais facilidade que os decorrentes das relações entre humanos.
É um tema que não se esgota.
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Todo este intróito serve apenas para chegar a um único ponto desta emaranhada matéria.
Minha cliente e amiga, Dona Zilah, uma velhinha adorável no vigor de seus oitenta e alguns anos, sofreu bastante quando sua gatinha Kitty morreu por insuficiência renal decorrente da idade avançada. Fui pediatra, veterinária e por fim, geriatra da Kitty. Quando ela se foi, sugerí a Dona Zilah que adotasse outra, pois como me dissera um cliente há muitos anos atrás: Para aliviar a dor da perda de um grande amor, nada como um outro grande amor.
Ela me disse que sabia, independentemente de sua boa saúde e disposição atuais, que não viveria o suficiente para propiciar a este novo bichinho, uma vida tranquila até o seu fim, como acontecera com sua saudosa Kitty e não queria assoberbar os parentes e amigos com ainda mais um problema após o seu desaparecimento.
Procurei com desespero em minha mente uma resposta para dar-lhe mas tudo que poderia dizer-lhe honestamente era que, sim, seria melhor não adotar outro animal. Fiquei calada e foi um silêncio longo e constrangedor.
Ainda hoje não sei o que dizer a estas pessoas. Dizer-lhes “ora, danem-se os que ficarem” não seria justo para ninguém e sofismar, não faz parte do meu carater .
Silenciar continua sendo muito cruel – para mim e para elas.
Todo este intróito serve apenas para chegar a um único ponto desta emaranhada matéria.
No curso natural da vida, é comum que tenhamos muitos animais de estimação desde a infância até a maturidade. Vivemos muito mais que o mais longevo dos animais de estimação, mas algumas vezes, esta situação se subverte e então em vez de alegria e satisfação passarmos a sentir grande ansiedade.
Tem sido motivo de apreensão e até tristeza entre pessoas idosas ou doentes terminais, a destinação de seus animais de estimação após seu desaparecimento ou a incapacidade de atende-los. Sem querer fazer comparações pois não são cabíveis aqui, a apreensão destas pessoas deve ser algo próximo daquela que assalta a um pai de uma criança deficiente. Digo ainda que, uma criança ou uma pessoa deficiente, sempre terá a seu favor, o apoio da lei ou até mesmo do Estado, enquanto que um animal, estará inteiramente à mercê da sorte de ser ou não adotado por alguma alma caridosa que, no mínimo, o alimente. Também aqui, podem-se observar os absurdos. Não é mais novidade o fato de cãezinhos de velhotas milionárias e solitárias, amarguradas com a indiferença ou falsa afeição de seus parentes, tornarem-se beneficiarios de fortunas estonteantes. Porém, a nossa realidade é bem diferente.
Para mim é especialmente doloroso ver animais que muitas vezes foram cercados de muito carinho e atenção, serem simplesmente abandonados na rua para morrerem de fome, doenças ou atropelados. Serem vítimas de maus-tratos pela indiferença ou pela simples crueldade de pessoas que se viram, sem querer, responsáveis por eles.
Um animal é uma excelente companhia para pessoas idosas, muitas delas sem ter com o que se ocupar ou sem ter a devida atenção dos parentes ou até mesmo sem ter a quem dedicar seu afeto. Está comprovado o benefício que o convívio com os animais pode trazer a pessoas doentes, notadamente crianças e idosos e a sobrevivência destes animais a seus proprietários, é um problema que se coloca.
Tem sido motivo de apreensão e até tristeza entre pessoas idosas ou doentes terminais, a destinação de seus animais de estimação após seu desaparecimento ou a incapacidade de atende-los. Sem querer fazer comparações pois não são cabíveis aqui, a apreensão destas pessoas deve ser algo próximo daquela que assalta a um pai de uma criança deficiente. Digo ainda que, uma criança ou uma pessoa deficiente, sempre terá a seu favor, o apoio da lei ou até mesmo do Estado, enquanto que um animal, estará inteiramente à mercê da sorte de ser ou não adotado por alguma alma caridosa que, no mínimo, o alimente. Também aqui, podem-se observar os absurdos. Não é mais novidade o fato de cãezinhos de velhotas milionárias e solitárias, amarguradas com a indiferença ou falsa afeição de seus parentes, tornarem-se beneficiarios de fortunas estonteantes. Porém, a nossa realidade é bem diferente.
Para mim é especialmente doloroso ver animais que muitas vezes foram cercados de muito carinho e atenção, serem simplesmente abandonados na rua para morrerem de fome, doenças ou atropelados. Serem vítimas de maus-tratos pela indiferença ou pela simples crueldade de pessoas que se viram, sem querer, responsáveis por eles.
Um animal é uma excelente companhia para pessoas idosas, muitas delas sem ter com o que se ocupar ou sem ter a devida atenção dos parentes ou até mesmo sem ter a quem dedicar seu afeto. Está comprovado o benefício que o convívio com os animais pode trazer a pessoas doentes, notadamente crianças e idosos e a sobrevivência destes animais a seus proprietários, é um problema que se coloca.
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Minha cliente e amiga, Dona Zilah, uma velhinha adorável no vigor de seus oitenta e alguns anos, sofreu bastante quando sua gatinha Kitty morreu por insuficiência renal decorrente da idade avançada. Fui pediatra, veterinária e por fim, geriatra da Kitty. Quando ela se foi, sugerí a Dona Zilah que adotasse outra, pois como me dissera um cliente há muitos anos atrás: Para aliviar a dor da perda de um grande amor, nada como um outro grande amor.Ela me disse que sabia, independentemente de sua boa saúde e disposição atuais, que não viveria o suficiente para propiciar a este novo bichinho, uma vida tranquila até o seu fim, como acontecera com sua saudosa Kitty e não queria assoberbar os parentes e amigos com ainda mais um problema após o seu desaparecimento.
Procurei com desespero em minha mente uma resposta para dar-lhe mas tudo que poderia dizer-lhe honestamente era que, sim, seria melhor não adotar outro animal. Fiquei calada e foi um silêncio longo e constrangedor.
Ainda hoje não sei o que dizer a estas pessoas. Dizer-lhes “ora, danem-se os que ficarem” não seria justo para ninguém e sofismar, não faz parte do meu carater .
Silenciar continua sendo muito cruel – para mim e para elas.