
Pensei que conservando um pedacinho dela, poderia impedir que sua lembrança fosse se apagando de minha memória tal qual as imagens de fotogtafias antigas que com o tempo vão desbotando e perdendo a nitidez.
Ao mesmo tempo gosto de ter a janela. Quem sabe, é uma maneira simbólica de ter afinal, a posse de minha casinha.
Imaginei que, se a tivesse, poderia ter a casinha mais próxima de mim mas vejo que com isso apenas cometí o erro de quem conserva consigo as cinzas de um bem querer. A janela apenas me faz lembrar que a casinha se foi com minhas fantasias, com os sonhos recorrentes e com a ilusão de um dia te-la tido para mim.
Ao mesmo tempo gosto de ter a janela. Quem sabe, é uma maneira simbólica de ter afinal, a posse de minha casinha.
2 comentários:
Essa janela naval - em Portugal se diz. vigia - representa os cruzeiros do seu imaginário viajando pelo mundo, vendo só quem você quiser, o céu e o mar!
Muito bacana essa janela de iate!
Tenho uma hélice dentro do mesmo espírito! ela me empurra e dá força, quando é preciso vencer a vida contra a corrente...! Tudo de bom para si!
César Ramos - do blog:
http://alfobre.blogspot.com
Passei por aqui e soube mais sobre a "sua" casinha. Não acho que é mania perigosa, acho um exercício salutar de sonho. Sonho desfeito, no caso. Até triste. Mas não dá para viver somente a realidade crua dos nossos dias. Ainda mais o hoje em dia. Lhe digo: nessa janelinha, fosse eu, passava uma boa lixa, um primer, uma bela tinta, e punha em uso em algum cantinho. Teria salvado à vida um pedaço do que se esvaneceu.
E me quedo aqui no interior de São Paulo, esperando o dia de voltar a tomar uma calda de frutas aí no Mercado Municipal de PoÁ. O aroma e o gosto me estão indeléveis no cérebro... :)
Abraço!
Ramón.
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