segunda-feira, 4 de março de 2019

Pensamentos soturnos numa manhã de domingo

Minha bisavó morreu aos 89 anos. Minha avó aos 96 e assim mesmo porque o mal de Alzheimer a confinou em seus porões a partir dos 82, caso contrário, sabe-se lá quanto tempo não viveria a Ruthinha! Minha mãe tem  92 e não fosse uma certa inconformidade com os limites que a velhice lhe impõe, seria uma velhota dos sonhos de muita gente. Se eu for portadora desses genes de longevidade, que o Destino me poupe de tê-los junto aos da demência, uma vez que ambos parecem fazer parte de minha herança familiar. Viver muito é bom quando se tem ciência da si, quando se assume com humildade o papel de mera espectadora da vida nesse tempo a espera do desembarque e não presa a um corpo doente, depreciado por um mal que tolda a razão, a consciência e principalmente as lembranças, que afinal, são tudo que nos resta nesse período terminal sobre a Terra. Abaixo dela todos sabem o que acontece!

Um comentário:

Capile disse...

Ora, sentar num banco como esse da foto e conversar despreocupadamente sobre o que se fez e o que se pode fazer, é um belo pensamento e, quem sabe, uma boa e desejável programação outonal.

Minha "irmã" americana e minha paixão pelos EUA!

    Em 1971 eu implorei a meu pai que me deixasse participar do programa de intercâmbio cultural AFS, American Field Service, onde eu passa...