Sabe-se que os sonhos nada mais são a interpretação que nosso cérebro dá aos fatos consciente ou inconscientemente capturados durante a vigília, em nosso sono. Na minha infância fui a causadora involuntária da infecção por tétano (tão rara nos cães!!) de meu cachorrinho preto, o pequeno Nanquim. Isso me marcou e me amofinei por longo tempo quando depois, já veterinária, me dei conta de que tê-lo deixado ir para o pátio brincar após uma cirurgia teria sido a causa de sua contaminação pelo clostridium, sofrimento e morte. A culpa me acompanhou por muito tempo até que em uma noite, sonhei com Nanquim. Ele veio me fazer festa, como fazia sempre quando eu voltava da escola mas eu já era adulta e veterinária e não mais a criança que era quando o perdí. Ele me lambia e pulava em minhas pernas, eu pude abraça-lo e sentir seu pelo incrivelmente preto e macio em meus braços numa sensação gostosa de aconchego. Não me lembro de nada, além dessas passagens, do conteúdo deste sonho mas nunca mais depois dele, tive aquela sensação de tristeza e culpa que me acompanhava sempre que eu me lembrava do meu sofrido cãozinho. A imagem que ilustra esta postagem me lembrou vivamente esta minha experiência onírica de remissão e amizade que estava guardada lá nos escaninhos de minha inconsciência..
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Um amor que permanece
Sabe-se que os sonhos nada mais são a interpretação que nosso cérebro dá aos fatos consciente ou inconscientemente capturados durante a vigília, em nosso sono. Na minha infância fui a causadora involuntária da infecção por tétano (tão rara nos cães!!) de meu cachorrinho preto, o pequeno Nanquim. Isso me marcou e me amofinei por longo tempo quando depois, já veterinária, me dei conta de que tê-lo deixado ir para o pátio brincar após uma cirurgia teria sido a causa de sua contaminação pelo clostridium, sofrimento e morte. A culpa me acompanhou por muito tempo até que em uma noite, sonhei com Nanquim. Ele veio me fazer festa, como fazia sempre quando eu voltava da escola mas eu já era adulta e veterinária e não mais a criança que era quando o perdí. Ele me lambia e pulava em minhas pernas, eu pude abraça-lo e sentir seu pelo incrivelmente preto e macio em meus braços numa sensação gostosa de aconchego. Não me lembro de nada, além dessas passagens, do conteúdo deste sonho mas nunca mais depois dele, tive aquela sensação de tristeza e culpa que me acompanhava sempre que eu me lembrava do meu sofrido cãozinho. A imagem que ilustra esta postagem me lembrou vivamente esta minha experiência onírica de remissão e amizade que estava guardada lá nos escaninhos de minha inconsciência..
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Minha "irmã" americana e minha paixão pelos EUA!
Em 1971 eu implorei a meu pai que me deixasse participar do programa de intercâmbio cultural AFS, American Field Service, onde eu passa...
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Em 1971 eu implorei a meu pai que me deixasse participar do programa de intercâmbio cultural AFS, American Field Service, onde eu passa...
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Houve um tempo, lá pela minha adolescência, em que eu lia tudo que me caísse nas mãos, sem critério, sem indicação, sem um objetivo. Tímida...

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