Hoje sonhei com meu Gunther. Foi um sonho pesado e angustiante. Sonhei que ele saíra da UTI e me dizia que iria voltar para a Alemanha e queria que eu fosse junto. Eu disse-lhe que no momento não seria possível, que eu tinha muitas coisas a resolver por aqui e não poderia deixar tudo de súbito. A parte terrível foi - e esta parte ficou muito vívida em minha memória, ao contrario do que acontece em outros sonhos que a medida que a vigília se instala em meu cérebro os detalhes vão se desvanecendo como fumaça no ar - quando ele pegou minhas mãos e disse: "Se tu não fores agora, tu não vais mais me ver pois eu nunca mais vou voltar!". Um misto de desespero e conformidade tomou conta de mim e com essa terrível sensação me acordei, fui até o banheiro fazer xixi - muito mais por hábito que por necessidade - e ao me olhar no espelho, vi a enorme quantidade de cabelos prateados que emolduravam meu rosto amassado pelo travesseiro e marcado por mais de 11 anos desde que pousamos nossos olhos um no outro pela ultima vez e pensei:"Ah, meu Alemão! Se me visses hoje, não farias tanta questão em levar-me junto!"sábado, 20 de março de 2021
Mais um sonho...
Hoje sonhei com meu Gunther. Foi um sonho pesado e angustiante. Sonhei que ele saíra da UTI e me dizia que iria voltar para a Alemanha e queria que eu fosse junto. Eu disse-lhe que no momento não seria possível, que eu tinha muitas coisas a resolver por aqui e não poderia deixar tudo de súbito. A parte terrível foi - e esta parte ficou muito vívida em minha memória, ao contrario do que acontece em outros sonhos que a medida que a vigília se instala em meu cérebro os detalhes vão se desvanecendo como fumaça no ar - quando ele pegou minhas mãos e disse: "Se tu não fores agora, tu não vais mais me ver pois eu nunca mais vou voltar!". Um misto de desespero e conformidade tomou conta de mim e com essa terrível sensação me acordei, fui até o banheiro fazer xixi - muito mais por hábito que por necessidade - e ao me olhar no espelho, vi a enorme quantidade de cabelos prateados que emolduravam meu rosto amassado pelo travesseiro e marcado por mais de 11 anos desde que pousamos nossos olhos um no outro pela ultima vez e pensei:"Ah, meu Alemão! Se me visses hoje, não farias tanta questão em levar-me junto!"
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Em 1971 eu implorei a meu pai que me deixasse participar do programa de intercâmbio cultural AFS, American Field Service, onde eu passa...
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