Aos 60 anos a gente se preserva, usa de toda experiência adquirida ao longo dos anos vividos para se poupar de experiências que ainda possam nos trazer amargores. Temos muito menos tempo pela frente, então, não podemos desperdiça-lo com coisas e gentes que não valham a pena.
Aos 60 anos o tempo começa a se mostrar precioso e fugidio, raro demais para se perder investindo em frágeis, perdulários ou imaturos relacionamentos. O tempo que me resta pretendo vive-lo em paz, sem turbulências, com o máximo de conforto que meu corpo poderá me fornecer daqui pra frente e a tranquilidade que meu espirito sempre almejou. Felizmente consegui chegar a um patamar de auto-suficiência que me permite tirar prazer da solidão e não tê-la como um algoz, um castigo! Assim, tenho tudo pra ir sendo uma velhota feliz até a hora de passar para a Eternidade!

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